A nova escalada entre Estados Unidos e Irã trouxe o risco geopolítico novamente para as negociações de ureia, mas, até agora, o preço não acompanhou o tom mais duro das declarações de Donald Trump.
Os futuros nos Estados Unidos tiveram pouca variação. No físico, o mercado de Nova Orleans mostra indicações mais firmes, movimento que começa a refletir a preocupação com o Golfo e com eventuais impactos sobre a oferta e os fluxos de fertilizantes.

No Brasil, a situação é diferente. Compradores continuam fora do mercado ou fechando apenas necessidades mais imediatas. Com pouco volume negociado, as referências seguem próximas de US$ 400–410/t CFR.
O Egito encontra demanda para julho, principalmente no fluxo destinado à Europa. Para agosto, entretanto, o interesse no Oriente Médio perdeu intensidade, deixando o mercado internacional sem uma sinalização única de preço.
A oferta chinesa continua sendo acompanhada de perto. Há discussões sobre uma possível ampliação do período autorizado para exportações, mas Pequim ainda não formalizou qualquer mudança. Enquanto isso, o mercado trabalha sem clareza sobre quanto produto chinês efetivamente estará disponível nos próximos meses.